As principais tendências de decoração de interiores em 2026
As principais tendências de decoração de interiores em 2026

As principais tendências de decoração de interiores em 2026
Lembro da primeira casa que realmente fez sentido para mim: paredes que guardavam memórias, luz que abraçava a manhã e objetos com história. Essa é a transição que define 2026: passar de um espaço apenas “bonito” para um lar com significado.
Este relatório apresenta um panorama claro sobre movimentos como maximalismo afetivo, materiais naturais, biofilia integrada, tecnologia discreta e sustentabilidade de baixo carbono. Você encontrará análises de cores, texturas, automação e um guia prático por ambientes.
No contexto brasileiro, luz natural, clima e repertório artesanal dão nova leitura aos sinais globais. Referências como WGSN, Portobello Trendbook e projetos no Archtrends ajudam a mostrar o que muda e o que permanece — neutros viram mais quentes e com textura.
Ao final, espere dicas para escolher paleta, materiais, iluminação e objetos que expressem identidade, e não apenas reproduzam um catálogo.
Panorama 2026: da casa “clean” ao lar com narrativa, memória e identidade
A transição para 2026 destaca lares que falam sobre quem vive neles, não só sobre boa aparência. HomeHub resume isso como “decoração narrativa”: espaços com alma e emoção, onde cada peça tem papel na história.
Em comparação a 2025, o foco passa da ordem neutra para cenários que comunicam repertório e afetos. Monica Levandoski (WGSN Mindset) lembra que essa mudança responde a incertezas: as pessoas procuram segurança e, simultaneamente, expressividade.
O conceito de lar com identidade vira critério de projeto. Alexandre Salles (Estúdio Tarimba) chama isso de “lar biográfico”: escolher menos pelo status e mais pelo significado, origem e coerência com a vida de quem mora no lugar.
Na prática, narrativa significa curadoria intencional — peças herdadas, artesanato, fotos, livros e lembranças de viagem. Para equilibrar memórias e estética, defina um fio condutor (paleta, material ou tema) e faça escolhas que alinhem função e afeto.
Próximo passo: explorar as tendências que traduzem essa busca por sentido, como maximalismo afetivo, texturas ricas e biofilia integrada.
As principais tendências de decoração de interiores em 2026
Este ano traz um mapa prático de movimentos que guiam o desenho de espaços. Estética afetiva, cores mais quentes, superfícies táteis, integração com a natureza, automação discreta e sustentabilidade mensurável formam o roteiro.
Use essas direções como ferramenta, não como regra. Um bom projeto respeita rotina, orçamento, manutenção e contexto do imóvel.
Quando combinadas, as linguagens geram efeitos claros: texturas ricas + paleta quente + iluminação natural + biofilia criam um spa cotidiano — um refúgio urbano que prioriza conforto e bem-estar.
O impacto varia por tipologia. Em apartamentos, priorize flexibilidade e móveis modulares para otimizar ambientes. Casas permitem jardins internos e transições indoor‑outdoor que ampliam a experiência sensorial.
Alerta de coerência: escolha 2–3 tendências centrais e apoie com objetos, tecidos e luminárias. Evite aplicar tudo ao mesmo tempo; menos, quando bem curado, resulta em projetos mais fortes.
Nas próximas seções vamos aprofundar cada sinal visual e oferecer orientações práticas para aplicar essas tendências com segurança nos seus projetos e espaços.
Do minimalismo ao maximalismo afetivo
O movimento atual desloca o minimalismo para uma versão mais afetiva e texturizada.
Maximalismo afetivo não é bagunça: é curadoria emocional. Trata-se de juntar veludo, linho, couro envelhecido, madeira desgastada e metais oxidados com intenção.
Na prática isso significa mais camadas—têxteis, arte, livros e memória—com pontos de cor e papéis de parede expressivos. A circulação e a função do espaço seguem prioridades claras.
Alexandre Salles define a casa como lugar de restauração. Objetos que contam histórias criam pertencimento e oferecem conforto ao morador.
Um método simples ajuda no equilíbrio: base neutra quente + 1 cor de acento + 1 padrão + 2 texturas táteis, repetidos no ambiente para gerar unidade.
Exemplos afetivos que funcionam: filtro de barro, cerâmica antiga e móvel restaurado — peças com alma que não viram peça de museu.
Para manter a leitura leve, agrupe itens, crie respiros visuais com áreas vazias e priorize iluminação dirigida. Assim o maximalismo ganha personalidade sem pesar o conjunto.

Estilos que dominam 2026 e como reconhecer cada um
Escolher um estilo funciona como uma lente: ele orienta escolhas de móveis, cores e formas no projeto.
Maximalista mistura épocas, estampas e texturas com regras claras: defina uma paleta dominante, repita padrões e controle a variação de peças para evitar poluição visual. Priorize móveis com presença e agrupe itens por tema.
Boho contemporâneo é uma versão refinada do boho. Use fibras naturais e tramas bem escolhidas. O resultado fica aconchegante e conectado à natureza, sem excesso artesanal.
Brutalista valoriza materiais honestos — concreto, pedra e aço. Iluminação zenital realça textura. Equilibre com madeira e tecidos para trazer conforto às casas.
Vintage / Neo Déco retorna com curvas, veludo e metais. Garimpe peças e misture com cuidado para não virar cenário temático.
Completar o repertório, hoje, passa pelo minimalismo com propósito e pelo uso de tons escuros para criar drama aconchegante. Use um estilo dominante e aplique seus elementos com intenção.
Paleta de cores 2026: terrosos sofisticados, verdes biofílicos e neutros quentes

O foco cromático agora é criar espaços que transmitam conforto e conexão com a natureza. A paleta privilegia tons terrosos como terracota, argila e areia, combinados com verdes sálvia, musgo e oliva.
Use terrosos sofisticados como nova base neutra: paredes, tapetes ou estofados em argila criam calor sem pesar. Complete com madeira clara e pedra para um efeito orgânico.
Verdes biofílicos funcionam como acento vivo. Aplicados em plantas, estofados ou marcenaria pontual, reforçam a ligação com o exterior.
Azuis intensos entram só em detalhes — almofadas, quadros ou móveis pequenos — para trazer calma e criatividade sem escurecer o ambiente.
Neutros quentes (creme, bege, off‑white) ampliam a luz e integram áreas abertas. Já os tons escuros surgem como “drama aconchegante”: ideal para lavabo, escritório ou parede de destaque, sempre equilibrados por iluminação e texturas.
Aplicar essa paleta com moderação garante uma decoração 2026 com personalidade e bem-estar visual.
Materiais naturais e autenticidade: o luxo passa pela origem e pela textura
Luxo pela origem significa rastreabilidade, durabilidade e textura real. HomeHub aponta que, hoje, a escolha por materiais naturais vem com olhar crítico sobre procedência e impacto.
Madeira clara, fibras vegetais, cerâmica artesanal e pedra natural são os pilares. Use madeira em painéis e móveis, pedras em bancadas e pisos, cerâmica em louças e detalhes, e fibras em tapetes e luminárias.
Certificação virou requisito. Madeiras FSC — como carvalho, freijó e pinus — deixam de ser diferencial e passam a ser critério em projetos de alto padrão.
“Projetar espaços descarbonizados”, diz Guto Requena, é um valor que influencia escolhas e valor de mercado. Preferir pedras locais e fontes certificadas reduz pegada e agrega autenticidade à arquitetura.
Texturas naturais estimulam o tato e criam acolhimento. Para manter unidade, combine 2–3 materiais por ambiente (por exemplo: madeira + pedra + linho) e evite mix aleatório. Essas escolhas equilibram estética, manutenção e sustentabilidade.
Paredes com personalidade: texturas, relevos e estampas em alta
Hoje, a parede assume papel central: ela cria identidade e convida ao toque.
Use a superfície vertical como ponto focal. Papéis de parede maximalistas — flores grandes, geométricos ou motivos naturais — contam uma história rápida em sala, lavabo ou quarto quando aplicados em uma parede principal.
Acabamentos orgânicos como reboco rústico e efeito pedra trazem sofisticação sensorial. Prefira tons terrosos e neutros quentes para manter calor sem pesar. Terra crua e materiais ancestrais reforçam autenticidade, mas exigem mão de obra qualificada e cuidado na manutenção.
Painéis ripados evoluem: variações de espessura e espaçamento criam jogo de luz e sombra. Evite ripados padrão; desenhe ritmo que responda à iluminação e ao móvel em frente.
Regra prática: se a parede é texturizada, escolha mobiliário liso. Se a estampa é intensa, repita uma ou duas cores em objetos para amarrar o ambiente. Assim a parede protagoniza sem competir com quem vive o espaço.
Biofilia em 2026: natureza integrada ao projeto, não só na decoração
Natureza projetada para morar junto, não só enfeitar.
Biofilia integrada envolve luz, ventilação, materiais e verde que mudam a rotina. Pense em jardim de inverno como extensão da sala, horta junto à cozinha e pontos de água para criar clima.
Soluções simples valorizam o imóvel: jardins verticais, vasos de grande porte e varandas transformadas em refúgio elevam bem‑estar e demanda em centros urbanos.
Para apartamentos, priorize espécies compatíveis com a luz disponível e vasos fáceis de cuidar. Uma varanda bem planejada vira mini refúgio sem esforço.
Ciclos naturais entram por iluminação que acompanha o dia e pelo posicionamento do mobiliário para aproveitar a luz. Materiais que respiram — terra crua, madeira — reforçam sensação de conforto.
Compostagem embutida e hortas utilitárias conectam hábitos sustentáveis ao projeto. Assim, o verde deixa de ser acessório e vira infraestrutura viva e funcional.
Design sensorial e bem-estar: a casa como refúgio e “spa” cotidiano
Projetar para os sentidos transforma a casa em refúgio diário.
Design sensorial significa pensar visão, toque, som e temperatura para criar um lugar que acalma e restaura ao longo do dia. A ideia é simples: cada escolha influencia o corpo e a mente.
Priorize luz natural e ventilação cruzada quando possível. Materiais que remetem à natureza — madeira, pedra e fibras — reforçam conforto tátil e visual.
Para um banho com efeito spa, use superfícies tipo pedra ou seixos. Porcelanatos que reproduzem pedra (como a linha Pietra Lombarda) unem estética e fácil manutenção.
Acústica entra como critério: cortinas encorpadas, tapetes e painéis reduzem ruído e aumentam sensação de acolhimento.
Adote camadas na aplicação: comece por luz e layout, depois escolha materiais e paleta, e por fim aromas, tecidos e objetos. Isso evita gastos com itens que não resolvem o essencial.
Maximalismo afetivo pode ser sensorial sem pesar, desde que haja coerência de cores e pontos de descanso visual.
Tecnologia silenciosa: automação invisível e IA como facilitadora
Sistemas que aprendem seu ritmo transformam o lar sem chamar atenção.
Tecnologia silenciosa significa infraestrutura discreta que reduz atrito no dia a dia. Gadgets visíveis cedem lugar a soluções embutidas que melhoram conforto sem competir com a estética.
Automação adaptativa com IA ajusta luz, cor e climatização conforme horário e hábito. O sistema aprende preferências e otimiza consumo. Isso resulta em ambientes mais confortáveis e em contas menores.
Em apartamentos, opções práticas incluem persianas automatizadas, sensores de presença, fechaduras digitais e áudio embutido. A prioridade é integração estética: fios ocultos, módulos embutidos e interface minimalista.
Não se trata de programar tudo: deixe a IA entender rotinas. Fontes como HomeHub e especialistas destacam a busca por sistemas que facilitem sem exigir gestão constante.
Conectar tecnologia à sustentabilidade é essencial. Eficiência energética inteligente reduz desperdício e melhora conforto térmico.
Critérios de escolha: opte por sistemas interoperáveis, planeje pontos elétricos e de dados na obra e priorize automação em luz, climatização e segurança — itens de alto impacto para bem-estar e economia.
Sustentabilidade em prática: de discurso a projetos de baixo carbono
A sustentabilidade deixou de ser rótulo e virou critério objetivo em projetos modernos. Em 2026, decisões partem do cálculo de impacto de carbono e da cadeia produtiva, não só de selos ou intenções.
Práticas concretas fazem a diferença: restauração e reaproveitamento de móveis, priorização de materiais certificados e escolha por soluções bio‑based e de baixa emissão. Isso reduz pegada e agrega história ao ambiente.
O conceito de circularidade passa a orientar projeto: pensar desmontagem, manutenção, reuso e longevidade evita reformas descartáveis que viram entulho. Projetar para vida útil prolongada é ação sustentável.
Guto Requena lembra que referências em construções indígenas trazem lições sobre materiais biodegradáveis e respeito ao território. No Brasil, soluções locais e técnicas tradicionais inspiram escolhas de baixo impacto.
Priorize o que gera maior efeito: eficiência energética (iluminação, climatização) e especificação de materiais duráveis. Por fim, projetos descarbonizados elevam valor do imóvel e tornam o empreendimento mais competitivo e reputado.
Hiperlocalidade e brasilidade: o regional como estética e pertencimento
Hiperlocalidade transforma referências regionais em elementos ativos do projeto, não em adereço cultural. HomeHub observa que trazer o território para dentro da casa cria pertencimento e autenticidade.
Guto Requena lembra que o saber artesanal brasileiro é rico — a casa brasileira tende ao maximalismo por natureza. Use isso com cuidado: escolha apenas 1–2 elementos regionais por ambiente.
Exemplos práticos: no Nordeste, invista em cerâmica e rendas; no Sul, tecelagem e madeira; no Norte e Centro‑Oeste, fibras e grafismos indígenas. Inserir uma peça com contexto evita caricatura e enriquece a narrativa.
Evite apropriação: compre de artesãos ou cooperativas, cite origem e respeite símbolos. Monica Levandoski recomenda legitimidade nas escolhas para não reduzir culturas a estética.
Combine peças artesanais a uma base contemporânea: luminária cerâmica, banco garimpado ou vaso funcional. Curadoria quer função — prefira objetos duráveis e úteis, não acúmulo decorativo.
Além de estética, a hiperlocalidade fortalece economia local e reduz impactos de transporte. O resultado é uma casa com identidade brasileira e história, efetiva e responsável.
Modernismo brasileiro em evidência: linhas retas, cobogós e luz natural
O modernismo brasileiro ressurge como referência prática: propõe identidade, função e atemporalidade em um único gesto arquitetônico.
Linhas retas e volumes simples garantem leitura clara do espaço. A integração entre ambientes favorece ventilação e luz natural, essencial para conforto térmico no clima brasileiro.
Cobogós voltam como elemento-chave. Eles filtram luz, criam sombras e preservam privacidade com beleza. São solução estética e climática ao mesmo tempo.
Citar ícones ajuda a identificar proporções: Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Sérgio Rodrigues e Paulo Mendes da Rocha mostram como usar concreto, madeira e pedra com elegância.
O movimento casa bem com materiais honestos. Concreto aparente, madeira natural e tecidos simples formam um quiet luxury contemporâneo.
Aplicações práticas: marcenaria de linhas limpas, mobiliário com assinatura brasileira e brises ou cortinas que valorizem a entrada de luz. Misture modernismo com biofilia e tecnologia silenciosa para espaços atuais e coerentes.
Como aplicar as tendências 2026 na prática, ambiente por ambiente
Cada ambiente pede um roteiro prático: layout, materiais e iluminação alinhados ao uso diário.
Sala de estar: base neutra quente, um ponto focal — parede texturizada ou papel — e mistura de texturas como linho, veludo e madeira. Priorize circulação livre e iluminação dirigida para destacar memórias afetivas.
Cozinha e jantar: integre com a área social. Bancada próxima à horta é funcional e simbólica. Use pedra, madeira e cerâmica artesanal para durabilidade e identidade.
Quarto: faça do espaço um refúgio sensorial: paleta suave, tecidos respiráveis e iluminação quente dimerizável. Traga poucas memórias bem escolhidas para manter calma visual.
Banheiro: busque efeito spa com superfícies tipo pedra e iluminação indireta. Porcelanatos que imitam pedra oferecem praticidade; invista em metais de qualidade.
Varanda / home office: aplique biofilia com vasos grandes ou jardim vertical. Prefira móveis modulares, divisórias leves e automação discreta em luz e cortinas.
Checklist rápido: escolha paleta, defina 2 materiais principais, eleja 1 elemento de destaque por cômodo e planeje manutenção de plantas, tecidos e sistemas automatizados.
Conclusão
2026 confirma que morar bem é contar histórias por meio de cores, materiais, objetos e tecnologia que refletem autenticidade.
O desafio do ano é equilibrar personalidade e emoção com projeto coerente. Mantém‑se o conforto, a função e a manutenção viável no dia a dia.
Resumo rápido: paredes com textura; paleta quente com pontos verdes; natureza integrada ao projeto; automação invisível e sustentabilidade com baixo carbono.
Comece devagar: teste paleta e texturas em um cômodo antes de expandir. Evite reformas impulsivas e priorize escolhas que envelheçam bem.
Reveja as seções práticas e monte um mini‑briefing do seu projeto (rotina, preferências, orçamento e prioridades). Assim, a casa vira refúgio e expressão viva de memória e pertencimento.


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